Boas-vindas!
Olá! Nós agradecemos sua visita. Por favor, sinta-se livre para explorar nosso blog!
Internet Explorer
O Internet Explorer não é mais suportado. Por favor, atualize para um navegador mais moderno.

SACRAMENTOS
Iniciado por Marta Villela

INTRODUÇÃO AOS SACRAMENTOS

Os Sete Sacramentos se dividem em:

Sacramentos de INICIAÇÃO CRISTA: batismo, crisma e eucaristia;
Sacramentos de CURA: confissão e unção dos enfermos;
Sacramentos de SERVIÇO: ordem e matrimônio.

A EFICÁCIA INFALÍVEL DOS SACRAMENTOS

Os Sacramentos são sinais visíveis instituídos por Cristo para causar, na pessoa que os recebe, uma ação da graça de Deus. Por isso, enquanto instrumentos da graça, possuem uma eficácia infalível.

A Eficácia do sacramento NÃO DEPENDE DA SANTIDADE DO MINISTRO.

S. Paulo certa vez ensinou aos coríntios: Eu plantei, Apolo regou: mas quem fez crescer foi Deus. Por isso, o que vale não é quem planta, nem quem rega, mas Deus que dá o crescimento (cf. 1Cor 3,6).

Por esse motivo, como os Santos Padres deduziram do Evangelho de São João (Jo 4,2), Judas Iscariotes também batizou muitas pessoas, e não lemos que alguma delas fosse novamente batizada.


NINGUÉM VAI PARA O CÉU SEM A GRAÇA

A salvação é uma realidade sobrenatural, à qual só temos acesso pela graça.

Os Sacramentos são formas de Deus, infalivelmente, intervir neste mundo. 

O Batismo, por exemplo, quando usamos a matéria do Sacramento, repetindo a fórmula canônica, imitando a intenção dos Apóstolos, acontece, com toda a eficácia, uma intervenção divina, um toque do Criador na sua criatura.

Os sacramentos são tradicionalmente definidos como sinais visíveis da graça invisível, E o que significa “graça”?

Adão e Eva, nossos primeiros pais, foram criados com a graça. Ou, dito de outro modo: eles foram criados para a vida no Céu. Pois nisso consiste a graça: Deus nos concede o dom, indevido, de o conhecermos não com o nosso conhecimento natural, mas como Ele próprio se conhece.

O Céu é uma realidade sobrenatural, inalcançável para nós sem o auxílio da graça. E a graça foi dada a Adão e Eva, desde o primeiro minuto. A graça operou neles uma modificação, de modo que eles já viviam, dado esse influxo divino, pela fé, pela esperança e pela caridade.

A GRAÇA

Todos os seres humanos, mesmo após a Queda, nascem neste mundo com a graça. Todos nascemos com a graça suficiente.

Essa fagulha da graça todos temos.

A GRAÇA - Graça é a comunhão permanente de vida com Deus. Os cristãos fieis à nova Aliança celebrada com o Sangue de Jesus, participam dessa vida em comunhão com Ele.  Estar em graça é permanecer no estado de amizade com Deus, vivendo em Seu Amor.

Deus oferece essa amizade gratuitamente a nós cristãos, mas respeita nossa liberdade de aceitá-la ou não. Se a aceitamos, Ele nos faz participantes de Sua Vida Divina e começa a agir em nossas vidas. Vai, pouco a pouco, nos transformando em seres renovados e comprometidos com Ele. A esse estado de amizade chamamos viver na Graça de Deus.

Cristo Jesus nos instruiu a realizar, aqui neste mundo, algumas ações que, com toda certeza, carregam em si uma ação da graça divina. Como dizia Santo Agostinho: “Quando Paulo batiza, Cristo batiza; quando Pedro batiza, Cristo batiza”.

Se o mundo conhecesse o dom precioso dos sacramentos, nossas igrejas teriam filas nas portas. Um dia, Carlo Acutis, com os pais em Milão, disse-lhes: “Se as pessoas soubessem o que é o Sacramento da Eucaristia, fariam fila nas portas das igrejas como fazem nas portas dos shows”.

Os sacramentos são um tesouro escondido, que precisamos conhecer e ajudar que todos conheçam.

Por outro lado, os sacramentos são sempre eficazes: por meio deles, sempre recebemos a graça. Dito de outro modo: Cristo nem sempre age nos momentos de oração pessoal; mas, nos sacramentos, Ele sempre age.

E note que Deus escolheu esse instrumental, esses sinais visíveis, justamente por causa da fragilidade humana. Se fôssemos anjos, veríamos sempre a substância das coisas por detrás de suas aparências. É de se imaginar o que os anjos veem, por exemplo, quando olham para um sacrário, para as hóstias consagradas.

Os sacramentos são sinais sagrados instituídos por Cristo; sinais que causam, verdadeiramente, uma ação da graça invisível na vida de quem os recebe.

Deus pode utilizar-se desses instrumentos mais exteriores, mas não fica de maneira nenhuma limitado a eles. Grande exemplo da manifestação da graça santificante, concedida por Deus de modo direto, são as pessoas que, perseguidas e trancafiadas numa prisão, apartadas dos sacramentos por força da lei, saem do cativeiro santificadas. 

De um jeito ou de outro, Deus quer nos agraciar. A beleza dos sacramentos está não na exclusividade, mas na abundância. É um manancial de amor que brotou desde o peito chagado do Cristo; são a água e o sangue sagrados que lavam a todos nós, tornando-nos dignos de entrar, como filhos de Deus, no Reino do Céu.

GRAÇA SANTIFICANTE E GRAÇA ATUAL

Para compreender como os Sacramentos agem em nossa alma, precisamos entender o que é a graça santificante, que nos eleva à vida sobrenatural, e o que é a graça atual, com a qual Deus nos ilumina.

Para o ser humano alcance a beatitude celeste, é preciso que se purifique da mancha do pecado e tenha a sua natureza elevada, o que se faz pela graça, que é, ao mesmo tempo, sanante e elevante

Para entendermos melhor a mudança que a graça realiza em nossa natureza, tomemos um exemplo. Imagine uma charrete puxada por um único cavalo. É, bem ou mal, um veículo. Imagine que a charrete se torne um carrão. Houve aí não só melhora do primeiro para o segundo, como se a charrete, bem equipada, tivesse se tornado uma Ferrari. Houve uma transformação completa. O primeiro veículo era puxado por um animal; o outro move-se automaticamente. A natureza do carro em relação à da charrete é, por assim dizer, sobrenatural.

É isso o que, em primeiro lugar, faz conosco a graça — graça santificante ou habitual, em termos teológicos. No estado natural, somos a charrete; ao toque da graça, tornamo-nos o possante. Em outras palavras, a graça faz com que passemos do natural para o sobrenatural. 

Voltando ao exemplo: parados, a zero quilômetros por hora, a diferença da carroça para o carro é apenas exterior. Porém, quando arrancam, percebe-se no carro uma capacidade que a charrete não possui. O carro tem uma potência infinitamente maior.

Queremos dizer com isso que a graça santificante nos dá essa potência, esse meio de ação que é vedado a quem esteja no pecado. Podemos avançar no caminho da santidade a bordo de uma super máquina, em velocidade inalcançável a quem só tem a seu dispor a carroça e o pangaré. 

Ainda no exemplo da charrete e da Ferrari. É possível que dois sujeitos tenham a mesma Ferrari, com o mesmo motor, a mesma potência e os mesmos recursos de direção. Um deles sempre a utiliza, explorando bastante de sua capacidade; o outro, sequer a tira da garagem; deixa o carrão todo o tempo parado, sem um pingo de combustível. O primeiro chegará à sua meta; o segundo, jamais. 

Queremos dizer que a graça santificante não garante a santidade. O que ela nos dá é a potência; a condição sem a qual não podemos avançar no caminho da perfeição. Mas um carro só anda se estiver abastecido com o combustível que lhe é próprio.

Quer dizer, para cada veículo, há um combustível adequado. O nosso, o que vai nos mover na senda da santidade, o que fará girar o motor engendrado pela graça santificante e nos levará a agir conforme a fé, a esperança e a caridade, é a chamada GRAÇA ATUAL ou intervenção divina, que se obtém por meio da constante oração, da meditação e dos demais exercícios de piedade. 

graça atual, vale dizer, é mais ampla que a graça santificante. Um pagão, por exemplo, pode receber um toque de Deus, uma iluminação, um sopro.

Vejamos, então, como o Concílio de Trento os define: “Pelos sacramentos, começa toda verdadeira justiça e, uma vez começada, é aumentada, ou, se perdida, é restaurada”

Quer dizer, os sacramentos não só produzem a justificação, por meio da graça santificante, como também servem para aumentá-la ou para restituí-la. Ou seja, certos sacramentos criam o motor, e outros o restauram quando necessário. 

Note, portanto, que os sacramentos dispensam, cada um deles, graças específicas. Não fosse assim, bastaria só um, em vez de sete. Além disso, cada sacramento nos dá a possibilidade de receber graças atuais que, de algum modo, ficam a ele atreladas. Por exemplo: quem recebe o sacramento do Matrimônio se abre, para sempre, a graças atuais necessárias a esse estado de vida. Outras são as graças devidas a quem tenha recebido o sacramento da Ordem.  

A passagem da charrete para carroça, essa mudança do natural para o sobrenatural, quem a realiza são propriamente dois sacramentos: o Batismo e a Confissão. São eles que nos conferem a chamada graça primeira: o Batismo realizando a justificação; a Confissão restaurando-a. Só eles têm o condão de nos tirar da Morte para a Vida . Por isso, na linguagem escolástica tradicional, eles são chamados de “sacramentos dos mortos”

Os outros sacramentos não têm por função conferir a graça primeira; conferem, portanto, a graça segunda. São, por isso, os “sacramentos dos vivos”, próprios àqueles que já estão em estado de graça, vivos em espírito. É assim com a Crisma, a Eucaristia, o Matrimônio e a Ordem.

É por isso que receber qualquer desses sacramentos fora do estado de graça — ou seja, sem o Batismo e sem a Confissão, se necessária — é um sacrilégio e, portanto, pecado grave.