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SAGRADA FACE
Iniciado por Marta Villela

A Festa da Sagrada Face, celebrada na terça-feira de Carnaval, é um chamado silencioso em meio ao barulho do mundo. A Igreja nos convida a fixar o olhar no Rosto ferido de Cristo — o Rosto desprezado, cuspido, coroado de espinhos. Há uma dor esquecida que pede consolação. Há um Amor ultrajado que pede reparação.




A devoção à Sagrada Face está ligada ao sentido de reparação: embora Deus não necessite, por ser perfeito, somos chamados a reparar as ofensas por amor e gratidão. A atitude correta é a da pecadora arrependida que muito amou porque muito lhe foi perdoado, buscando crescer espiritualmente ao consolar Jesus em sua Paixão.

O rosto expressa a identidade da pessoa; por isso, contemplar a Face de Cristo — desfigurada pelo sofrimento — é contemplar o próprio amor de Deus manifestado na Cruz. Essa espiritualidade aparece no gesto de Verônica, que enxuga o rosto de Jesus, simbolizando o amor que supera o ódio.

ORIGEM:

A Festa da Sagrada Face foi instituída pelo Papa Pio XII, em 1958, e teve sua origem a partir das revelações recebidas pela Beata Irmã Maria Pierina de Micheli, a quem Jesus pedia que fosse feita uma reparação pelas ofensas cometidas contra Ele. Essas revelações iniciaram numa Sexta-feira Santa — quando irmã Pierina tinha ainda 12 anos de idade —, durante o tradicional beijo ao Cristo Crucificado. Nessa ocasião, ela ouviu a inspiração interior de Jesus que lhe dizia: “Todos Me beijam as chagas, mas ninguém beija o Meu rosto para reparar o beijo de Judas”.

Nos séculos XIX e XX, a devoção foi difundida por figuras como a Venerável Maria de São Pedro, o leigo Léon Papin Dupont, a Beata Maria Pierina e Santa Teresinha do Menino Jesus, estando ligada tanto ao véu de Verônica quanto ao Santo Sudário. No Brasil, a Festa da Sagrada Face é celebrada como reparação pelos pecados cometidos especialmente no carnaval, à luz da Palavra: “onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5, 20).

A devoção à Sagrada Face consiste em amar Cristo na sua Paixão, oferecer reparação pelas ofensas — como o beijo de Judas — e buscar conversão, deixando-se transformar pelo encontro com o seu olhar, como aconteceu com Pedro.